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Cesto de bambu

Essa foi minha primeira experiência fazendo um cesto de bambu. Usei o Bambusa tuldoides, esse bambu comum que tem por todo lado no Brasil, e escolhi uns colmos (varas) jovens. Ouvi dizer que são melhores para cestaria pois têm boa flexibilidade e não quebram. Os sinais de que ele é jovem (desenvolvido, mas não “adulto”) são: já perdeu aquela capa protetora (bainha), lançou ramos com folhas, o pozinho do entrenó já sumiu, mas ainda não está cheio de fungos.

A informação que usei para confeccionar meu primeiro cesto foi tirada do vídeo abaixo, onde o Seu Miguel, de Brazópolis-MG, mostra todo o processo, desde a colheita do bambu, a preparação das ripas até a finalização.

Aqui vão algumas fotos da minha pequena experiência:

Como era de se esperar, apareceram alguns probleminhas que já se transformaram em aprendizado:

  • Tem que cuidar para não deixar nenhum nó do bambu ficar onde terá uma curva acentuada, como, por exemplo, na base ou na borda de cima do cesto. Acho que sempre irá quebrar ali, pois é uma parte que não flexiona muito.
  • Tem que afinar a tira, removendo a parte interna da parede do bambu para que fique apenas a casca externa mais resistente. O quanto é preciso tirar, ainda não sei.
  • Dois dias depois de terminar a confecção, notei que as tiras começaram a encolher. É um processo que sempre acontece com bambu novo/verde. Agora, será que isso sempre vai acontecer na cestaria? Acho que não, pois senão o cesto ficaria muito feio. Deve ter a ver com a escolha da idade do bambu… Não sei ainda.
  • Esse meu cestinho tem um palmo de diâmetro e um pouco mais de altura. Sugiro começar fazendo objetos maiores, pois quanto menor, é preciso mais cuidado com os detalhes, coisa que só vem com a experiência.
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Cocão

A primeira postagem do blog será sobre uma das árvores que mais gosto, o cocão. Ela tem a casa “escamosa” (ou seja, fica descascando), o cerne do tronco é bem vermelho (logo depois de cortado), a madeira, muito dura. As folhas novas são de um verde muito vivo, o que chama atenção na mata.

Já usei para fazer cabo de ferramenta e as alças de uma forma de adobes e da minha caixa para guardar pregos. Também fiz um protótipo de mini-moenda de cana, mas que não funcionou.

Seu frutinho vermelho é muito apreciado pelos pássaros. Eles se espalham por toda parte, sendo que no início da primavera é possível ver centenas de brotinhos nascendo pela floresta. Em Maquiné, dá por toda parte.

Extraí as seguintes informações do site FlorDigital:

Espécie: Erythroxylum argentinum O.E.Schulz
Família: Erythroxylaceae
Nome popular: cocão
Distribuição geográfica: No Rio Grande do Sul ocorre na Serra do Sudeste, Depressão Central e Litoral (Sobral et al. 2006).
Nativa no Rio Grande do Sul. Nativa em Santa Catarina.
Tipo de folha: Inteira
Margem do limbo: Inteira
Filotaxia: Alterna
Forma de vida: Árvore