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Mudas de bambu

Tem uma regrinha geral pra fazer mudas de bambu que diz o seguinte:

  • se a espécie é alastrante, a muda se faz com um pedaço do rizoma
  • se ela é entoucerante, então fazemos com uma rama (estaca)

Outro dia, fui num vizinho fazer muda de bambu gigante. Perto da casa dele, tem uma touceira magnífica, na beira de um córrego. Não saberia dizer se é Asper ou Giganteus… Mas, num delírio de maravilhamento, encontrei um broto saliente e fui correndo buscar a motosserra. Cavoquei e cortei e por fim consegui retirar aquela bolota chifruda imensa.

Levei pra casa, botei na água enquanto cavava o berço e preenchia do mais rico composto. Enterrei o bichinho e reguei.

Tudo certo, né?

Pior que não. Os bambus novos, por não possuírem folhas, tiram sua energia do resto do bambuzal através do rizoma. Logo, se eu retiro um broto da touceira, ele morre. Não tem como se nutrir. Ponto final.

Tem um vídeo do Carlos, do Espaço Naturalmente, que recomendo: https://yewtu.be/watch?v=EfRqZUaFVnI. Ele faz um berço de areia, pra facilitar o transplante, e planta o “copinnho”: seção do colmo com nó na parte de baixo, preenchido de água.

E o site Guadua Bamboo, em inglês, também é muito bom e completo. Eventualmente pretendo traduzir algumas postagens de lá. Por ora, indico essa, sobre How to grow bamboo cutings.

Tendo seguido aquela regrinha lá do início mais à risca, obtive bons resultados, seja com os alastrantes, seja com os entoucerantes. Não lidei com muitas espécies ainda, mas repliquei guadua (angustifolia), gigante, bambu brasil, mossô e cana da índia (phyllostachys).