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Compostagem

Usina de compostagem

Inspirado pelos vídeos e textos de Charles Dowding sobre compostagem e plantio sem cavar, bolei o conceito de “compostagem florestal”. A ideia é usar o princípio das podas, o “pulsar o sistema” da agricultura sintrópica e agrofloresta, mas não de uma floresta criada numa área degradada. Onde vivo, a mata atlântica é voraz. As árvores voltam com muita rapidez. Assim, aproveitando o que já tenho ao redor, ou seja, uma mata secundária densa, e um triturador a gasolina, estou fazendo o experimento de produzir composto estável somente com podas florestais e restos da cozinha (sem esterco, carvão, papelão, serragem da madeireira, etc.).

Para isso, construí uma casinha, que além de bonitinha, facilita o trabalho com o composto. Na região onde vivo (no fundo do vale e na beira do rio), um telhado parece ser essencial para evitar o excesso de água na pilha. Os esteios, linhas e caibros tirei na motosserra a partir dos pinus que estão pelo terreno e tratei queimando. Mesmo o material estando meio torno, deu pro gasto.

Meu plano é construir mais duas baias adjacentes até o inverno. Dependendo dos resultados do composto (e dos outros milhares de afazeres e viagens), pretendo ir aumentando o número de baias. O objetivo é chegar a 1 tonelada de composto por mês. Parte usaremos aqui no Rancho sem Nome, parte tentarei vender.

Este experimento também tem a função de servir de projeto-piloto para a venda desse serviço de compostagem. Se você tem interesse em montar algo parecido no seu sítio, entre em contato comigo. O esquema de trabalho seria:

  • 1 dia: Construção de uma baia de compostagem (com todo o material já comprado)
  • 1 dia: Podas e trituração para preenchimento do volume de uma baia (em torno de 1,5m3)
  • 1 dia: Dois meses depois, voltar para revirar a pilha e adicionar mais poda triturada para completar novamente o volume total da baia.