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Mais uma solução tecnológica?

Será que o Mercado vai trazer uma solução para a destruição ambiental, as mudanças climáticas ou melhorias na qualidade da comida, água e ar? Seria bom, né, ser um consumidor, só esperando, e em algum momento poder comprar a engenhoca salvadora (ou ganhar do governo ou de alguma ONG). Pois é…

Não se pode encontrar a solução de um problema, usando a mesma consciência que criou o problema. É preciso elevar sua consciência.

Albert Einstein

Vejamos, por exemplo, a energia solar fotovoltaica. Os painéis pegam uma energia que está disponível de graça quase todos os dias. Tecnicamente, ela não é renovável. É apenas uma questão de escala: o sol está queimando seu combustível e uma hora vai acabar, mas, para nós, humanos, isso ainda vai demorar muito. Então, tudo bem, sempre vai ter sol.

Por outro lado, a manufatura dos paineis não é renovável. Muito pelo contrário (como com a imensa maioria dos produtos industriais). É preciso muita energia, extração de minérios (alumínio, cobre, terras raras, etc.) transporte internacional, trabalho mal pago, e por aí vai. Toda essa energia vai numa direção e não volta.

E uma vez estragado o painel, já era. Alguém vai aproveitar uns pedaços de fio, a estrutura de alumínio, uma ou outra coisinha. O resto é lixo. Para ter uma ideia, nos EUA apenas 10% é “reciclado” (que é o mesmo que “dá pra tirar algum pedacinho que sirva”). E com a explosão do consumo de placas, em alguns anos o descarte será um problema grave.

Nem renovável, nem reciclável. Sustentável?! A expressão mais correta poderia ser “energia de fonte gratuita”, o que é um ótimo chamariz. Tudo o que não se paga é bom em si mesmo, não é? Nesse caso, a gente só não paga pro sol funcionar.

Agora, imagina se o negócio não der certo. O que acontece com a engenhoca sustentável-renovável? Pergunte pras empresas de aluguel de bicicleta e patinete movidos à bateria. Pra onde foi todo aquele lixo?

O único processo sustentável, renovável, reciclável e, na maior parte das situação, crescente é a própria vida. Somente o que é vivo consegue se transformar em vida novamente, inteiramente, completamente, sempre com a ajuda de um pouquinho de areia (minerais), bastante água e muitíssimo sol.

Então, vamos plantar floresta!

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[filme] La energía de los pueblos

Informação do site:

La energía de los pueblos es un largometraje documental realizado entre 2019 y 2020 por la Sandía Digital. Fuimos al encuentro de quienes, además de resistir y defender sus territorios, están construyendo proyectos de vida en colectivo, articulando la energía con muchas otros aspectos de la vida: el agua, la alimentación, la salud, entre otros.

La experiencias comunitarias de la aldea Unión 31 de Mayo, en Guatemala, de la Organización Popular Francisco Villa de Izquierda Independiente, en la periferia de la Ciudad de México, y de las cooperativas indígenas de la Sierra Norte de Puebla, nos muestran, desde diferentes aspectos, que se puede pensar la energía para dignificar la vida, para el bien común y el cuidado de los territorios.

Este documental se realizó gracias a una valiosa colaboración entre colectivos, organizaciones y movimientos de defensa del territorio; recoge las voces y reflexiones de quienes a diario construyen estas alternativas y se apoya en los trabajos de investigación del colectivo Geocomunes y de la oficina en México de la Rosa Luxemburg Stiftung.

Nuestra intención es finalmente visibilizar experiencias que inspiren esperanza, y alentar la reflexión sobre la importancia de construir una transición energética popular, justa y solidaria.