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Depois do El Niño, a fome

O texto abaixo foi traduzido de uma matéria do site 4Hunger.org, dedicado à traçar a interseção entre mudança climática e fome.


O El Niño é o choque climático de grande escala mais previsível da Terra. Um furacão lhe dá alguns dias para prevê-lo. Uma seca repentina dá semanas. Este evento já deu ao mundo seis meses de aviso antes do seu pico e nove a doze meses antes de chegarem seus piores impactos na segurança alimentar. Com base em 150 anos de histórico, temos um cronograma provável de onde as chuvas falharão e quando e onde as colheitas vão ficar aquém. A fome após o El Niño é o desastre mais previsível no catálogo humanitário. Isso significa que cada escalada da fome até a fome generalizada em 2027 será, literalmente, uma escolha de política feita em 2026.

Do oceano ao prato vazio

Existe uma sequência de acontecimentos entre o aumento da temperatura média do oceano Pacífico e a muito provável escassez de alimentos.

  • Entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, o El Niño deve alcançar seu pico de + 3,6 °C;
  • De 3 a 6 meses depois, a temperatura global da atmosfera deve subir;
  • Uma estação depois, as colheitas sofrem;
  • Então, em poucas semanas, os preços sobem e os países trancam as exportações dos alimentos em baixa;
  • Um ou dois meses depois, ao final de 2027, a insegurança alimentar alcança seu máximo.

Impacto nas regiões produtoras de comida mais expostas

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